Cegos (Blind) | DESVIO COLECTIVO

August 18, 2014

Performance BLIND: conducted two years ago by Desvio Coletivo, a theater group of Performance and Urban Intervention, resident in São Paulo, Brazil. The Performance is partnered with the Laboratory of Performing Practice, University of São Paulo (USP). Made by Marcos Bulhões and Marcelo Denny, BLIND the performance constitutes a union of dozens of men and women, in social costumes, covered in clay blindfolded. In 2014 the group is present in circuit of Palco Giratório, in the Sesc Network, performing in 23 Brazilian states and six countries: six countries: Portugal, Spain, Holland, France, USA and Canada.

There is a cyclical movement in the flow of capitalism in relation to use of people’s work and the use of these by the system. Some moments, controls the economy and life, and in other it is reinvented to keep the spheres of power in operation. The “world” is subordinate to the lucre and the result is the commodification of all aspects of life. People do not realize the flows, just follow it, unite and cling to it. The cultural diversity should allow cities and states to develop a major network cultural, with wired knowledge, creativity and information to enable exchanges and, at the same time, reinforce their respective cultures. But modern life suggests exactly the opposite movement: the reduction of being function to production and consumption, overwork, the imprisonment and the petrification of life. Day by day this movement is apparently natural, but as stated by Oscar Wilde, the naturalness is nothing more than a pose, the most irritating pose that I know. The BLIND Performance, performed by Desvio Coletivo, of São Paulo (BR), crosses the rhythm of several cities in the world offering a reflection on the relationship of humanity with work, institutions that govern modern life and also between coworkers. This is kind of mirroring reverse to the book The Picture of Dorian Gray, (Wilde, 1891). Instead of the negative aspects that govern this kind of life, imposed they remain camouflaged under the clean and well-cut suit, they overlap the image and explode in the streets of cities facing exactly these job profiles as well as a reference to all existing forms of work. The performative choir interaction with the spaces that symbolize financial and political axis that runs through the cities causes estrangement in the urban landscape. The visual shock of petrification of bodies, the extreme slowness movement and blindfolded instigate reflection on the various forms of blindness, like the impoverishment of human experience of the growing commodification of arts, cities and bodies. States Marcos Bulhões, director of Desvio Coletivo.

According to World Bank, the development of a nation involves the production of different and additional capital, characterizing a location, being: capital that comes from natural resources; what is built by human relation with infrastructure and financial assets; the human capital that certifies the quality of life through health and education, for example; and social capital, more connected to the culture, that deals with values ​​and attitudes that are shared by society and help the trust and confidence of the people as a nation (Barros, 2008, pg. 21). Since 2012 more than 250 people participated in the artistic work as performers. The This symbology conception of the work allows multiple readings. All possible independent from area of exposure. In Brazil or Europe, where it has already been submitted. The questions about what human being is that Who works, run, works, sells, and does not stop working, even in the artistic field through an art market, permeate all spheres of life and serve as impetus for artistic creations beyond conventional platforms of Art.

References
BARROS, José Márcio (org). Diversidade Cultural da proteção à promoção. Belo Horizonte. Autêntica Editora: 2008
ZAOUAL, Hassan. Globalização e diversidade cultural. São Paulo: Cortez, 2003.
WILDE, Oscar. O Retrato de Dorian Gray. Rio de Janeiro. Civilação Brasileira: 2001.
Desvio Coletivo. Available in http://www.desviocoletivo.com/. Accessed in 05 in june of 2014.
Credits
Text: Chai Rodrigues – Broadcaster, Cultural Management Specialist, Executive Producer of the Desvio coletivo and Coletivo PI.
Translation: Mari Sanhudo – Tourismologist and production assistant Coletivo PI.

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Performance urbana CEGOS: realizada há dois anos pelo Desvio Coletivo, um grupo de Teatro, Performance e Intervenção Urbana residente na cidade de São Paulo, Brasil. A performance tem como parceiro o Laboratório de Práticas Performativas da Universidade de São Paulo (USP). Concebida por Marcos Bulhões e Marcelo Denny, a performance CEGOS consiste na união de dezenas de homens e mulheres, em trajes sociais, cobertos de argila com os olhos vendados. Em 2014 o grupo está presente na programação do circuito Palco Giratório, da Rede Sesc, em circulação por 23 Estados brasileiros e seis países: e seis países: Portugal, Espanha, Holanda, França, EUA e Canadá.

Existe um movimento cíclico no fluxo do capitalismo em relação a utilização do trabalho das pessoas e ao uso destas pelo sistema. Em alguns momentos ele controla a economia e a vida e em outros ele é reinventado pelos seres a fim de manter as esferas de poder em funcionamento. O “mundo” está subordinado ao lucro e a consequência disso é a mercantilização de todos os aspectos da vida. As pessoas não percebem os fluxos, apenas o seguem, unem-se e se prendem a ele. A Diversidade Cultural deveria permitir que cidades e estados se transformassem em uma grande rede cultural, com fios de conhecimento, criatividade e informações para possibilitar trocas e, paralelamente, reforçassem suas respectivas culturas. Mas a vida moderna propõe exatamente o movimento contrário: a redução da existência à função produtiva e ao consumo, o excesso de trabalho, o aprisionamento e a petrificação da vida. No dia a dia esse movimento é aparentemente natural, mas como afirma Oscar Wilde, A naturalidade não é nada mais que uma pose, a pose mais irritante que conheço. A performance CEGOS, realizada pelo Desvio Coletivo, de São Paulo (BR) atravessa o ritmo de várias cidades no mundo propondo uma reflexão sobre a relação do homem com o trabalho, as instituições que regem a vida moderna e também entre as pessoas. Trata-se de um tipo de espelhamento às avessas do livro O Retrato de Dorian Gray (Wilde, 1891). Ao invés dos aspectos negativos que regem este tipo de vida imposta permacerem camuflados sob o terno e o tailleur bem cortados e limpos, eles se sobrepõem a imagem e explodem nas ruas das cidades defronte exatamente a estes perfis de trabalho e também como referência a todas as formas de trabalho existentes.

A interação do coro performativo com os espaços que simbolizam o eixo financeiro e político das cidades que percorre provoca estranhamento na paisagem urbana. O choque visual pela petrificação dos corpos, a extrema lentidão dos movimentos e os olhos vendados instigam a reflexão sobre as diversas formas de cegueira, assim como o empobrecimento da experiência humana decorrente do crescente processo de mercantilização das cidades das artes e dos corpos. Afirma Marcos Bulhões, diretor do Desvio Coletivo.
Segundo o Banco Mundial, o desenvolvimento de uma nação envolve produção de capitais diferenciados e complementares que caracterizam um local, sendo: o Capital que provém dos recursos naturais; o que é construído pelo humano que tange infraestrutura e bens financeiros; o capital humano que atesta a qualidade de vida da população por meio de saúde e educação, por exemplo; e o capital social, o mais ligado à cultura, que lida com valores e atitudes que são compartilhadas pela a sociedade e que auxiliam o reconhecimento e confiança dos seres como nação (Barros, 2008, p. 21). Desde 2012 mais de 250 pessoas participaram da obra artística como performers. A simbologia presente no concepção da obra permite diversas leituras. Todas possíveis independente do local de exposição, seja no Brasil ou na Europa por onde ela já foi apresentada. Os questionamentos sobre que ser humano é esse que trabalha, corre, trabalha, vende, trabalha e não pára, inclusive no campo artístico por meio de um mercado de arte, permeiam todas as esferas da vida e servem de impulso para criações artísticas para além das plataformas convencionais da Arte.

Referências Bibliográficas
BARROS, José Márcio (org). Diversidade Cultural da proteção à promoção. Belo Horizonte. Autêntica Editora: 2008
ZAOUAL, Hassan. Globalização e diversidade cultural. São Paulo: Cortez, 2003.
WILDE, Oscar. O Retrato de Dorian Gray. Rio de Janeiro. Civilação Brasileira: 2001.
Desvio Coletivo. Disponível em http://www.desviocoletivo.com/. Acesso em 05 de junho de 2014.

Créditos
Texto: Chai Rodrigues – Radialista, Especialista em Gestão Cultural, Produtora executiva do Desvio Coletivo e do Coletivo PI.
Tradução: Mari Sanhudo – turismóloga e assistente de produção do Coletivo PI

DESVIO COLECTIVO: O Desvio Coletivo é uma rede de criadores em cena performativa que atua na zona de fronteira entre o teatro, a performance, a dança e as artes visuais e tecnológicas. O projeto visa a criação de espetáculos multimídias relacionais,instalações cênicas, intervenções artísticas em espaços específicos (site specifics), acontecimentos (hapennings), performances urbanas, ações na Internet e experimentos videográficos.
A criação da rede Desvio Coletivo é resultante do projeto de pesquisa “A Performance na aprendizagem da encenação”, coordenado por Marcos Bulhões na USP, e do curso de extensão “Experimentos em Performance”, realizado entre agosto e dezembro de 2011 pelo Grupo de Estudos em Performance e Pedagogia da UNESP em parceria com o Laboratório de Práticas Performativas da USP. O curso foi coordenado pelos professores Marcos Bulhões, Marcelo Denny, Carminda Mendes André e José Manuel Lázaro. http://www.desviocoletivo.com

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